Arqueologia
O Canto da Avita |
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Museu de Arqueologia
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"O Canto de Avita" é nome do novo núcleo permanente no Museu
Municipal de Torres Novas. Inaugurado no dia 16 de maio de 1998, este espaço
museológico contém objectos que vão do paleolítico ao período romano,
encontrados no concelho. De realçar a qualidade da plástica desta exposição e
todo o cuidado que os seus organizadores tiveram na escolha dos suportes
expositivos, nos apoios gráficos e documentais e na iluminação.
O espólio que integra a exposição é marioritáriamente da colecção do MMTN, mas
estão também materiais cedidos por particulares e pelo Grupo Recreativo
Soudoense, que neste momento está associado a um programa de investigação
arqueológica no âmbito do gabinete de arqueologia do próprio museu. Para este
projecto, e também para a cedência de materiais presentes na exposição, a
colectividade de Soudos assinou um protocolo de cooperação com a Câmara,
noticiado pelo JT na devida altura. Pelo contrário, outras entidades possuidoras
de acervos arqueológicos, na cidade, não acederam a colaborar na implantação do
núcleo de arqueologia no museu, negando-se inclusivamente a quaisquer contactos
exploratórios nesse sentido, soube o JT de fonte autarquia.
Apesar de tudo, as centenas de peças, arrumadas a cerca de uma dezena de
vitrinas, dão uma ideia das diferentes vagas do povoamento daquele que é goje o
território do concelho, desde há milhares de anos, até à romanização, com
pequenos textos ilustrativos de cada periodo.
O Acervo reunido neste núcleo resulta de
uma longa tradição de pesquisas arqueológicas e de um intresse mais geral pela
identificação do património deixado pelos povos e pelas culturas que deixaram
marcas no território da região de Torres Novas.
As mais antigas referências, reveladoras da vontade de compreensão do
passado, surgem nas Memórias Paroquiais de 1758, onde podemos encontrar diversas
noticias e relatos de descobertas de "antiguidades e curiosidades", quase todas
respeitantes ao período romano. Apontam-se, inclusivamente, as primeiras
"escavações" como tendo ocorrido em 1659, "santos mártires" e da cidade de
Concórdia.
A arqueologia científica começa, contudo, com as escavações da Lapa da Galinha
(Alcanena), então pertencente ao concelho de Torres Novas, realizadas por Manuel
Heleno a partir de 1908. A grande
intervenção arqueológica em Lapas, que pôs a
descoberto uma importante necrópole neolítica, em 1935, teve também o cunho de
Manuel Heleno, que foi quem primeiro chamou a atenção para a presumível
existência de uma grande estação romana onde depois se revelou Vila Cardílio.
A partir dos trinta anos, por aqui passaram Afonso do Paço, E. Jalhay, Maxime
Vaultier, Georges Zbyszewski e Veiga Ferreira, entre outros, trazidos pelo
intresse de sitioss arqueológicos como a Gruta do Almonda, Lapa da Bugalheira e
diversas outras estações arqueológicas da região. É mesmo Afonso do Paço quem se
ocupa das primeiras campanhas arqueológicas em Vila Cardílio, desde o inicio da
década de 60.
O surgimento da Associação de Defesa do Património de Torres Novas, no final da
década de 70, foi determinate para associar o poder local à necessidade de
apoiar e promover intervenções na área de arqueologia, o que motivou a
realização de várias campanhas arqueológicas na Gruta da Buraca da Moura
(Rexaldia), orientadas por Farinha dos Santos, e em Vila Cardílio, sob a
liderança de Nunes Monteiro, em ambos os casos desde o início da década de 80.
Ainda na década de 80, registou-se uma intensa actividade de prospecção do Grupo
Recreativo Soudoense (Buraca da Moura, sobretudo), e da secção de Arqueologia da
Associação de Defesa do Património de Torres Novas.
Fundamentalmente, foi destas acções que resultou o essencial do espólio
arqueológico que dá corpo ao núcleo de pré-história e romanização do Museu
Municipal. Desde o final da década de 80 e por todos os anos 90, têm-se
realizado inúmeras intervenções arqueológicas, muitas delas apoiadas pela Câmara
Municipal, mas não foi possível, até agora, aferir da importância histórica e
científica dos materiais decorrentes dessas iniciativas.
O
"Grupo
Recreativo Soudoense", uma das mais destacadas colectividades da Freguesia
do Paço, comemorou em Junho de 1998 o seu 28º aniversário. Na sede da
colectividade decorreu a abertura de um pequeno núcleo arqueológico, com
materiais recolhidos pela secção de arqueologia do G.R.S. ao longo de mais de 20
anos.
Na oportunidade o Presidente da Câmara, Sr. António Rodrigues entregou ao
Presidente da Direcção do G.R.S. uma placa alusiva ao 28º aniversário da
colectividade.
Os materiais arqueológicos expostos foram recolhidos sobretudo na "Buraca da
Moura", da Rexaldia, e noutros locais da zona. De registar que na sala foi
exposto um pequeno memorial em homenagem a António dos Santos Silva, já
falecido, e que foi o fundador da secção de arqueologia da colectividade.
A sede do G.R.S. está aberta com regularidade; têm-se realizado algumas
actividades de convívio e recreio e a gente nova volta a encontrar-se em redor
do núcleo de arqueologia. Há pouco tempo (Junho de 1998) foi celebrado um acordo com a Câmara
Municipal, e o grupo desenvolve actividades em conjunto com o Gabinete de
Arqueologia do Museu Municipal. Alguns dos materiais expostos no núcleo
permanente de arqueologia do Museu de Torres Novas foram cedidos pelo G.R.S.,
facto que se inscreve nessa colaboração, tal como algumas acções de salvaguarda
dos sítios arqueológicos, ultimamente realizadas em parceria.
Período Neolítico:
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Período Calcolítico:
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Período da "Idade dos Metais":

Mó Manual (dormente)
Utensílio de Moagem
Monte da Cividade, Beselga
INV GRS 227
Período Romano:

Mó Manual
(dormente e Movente)
Utensílio de Moagem
Castelo Velho
INV GRS 186 e MMTN 2564