Fauna, Flora e Clima
 

Fauna

No meio ambiente natural que rodeia o centro urbano de Soudos, muitas espécies procriam e habitam em todo o seu espaço envolvente.
Além dos tradicionais animais domésticos, nomeadamente o cão e o gato, outras espécies compõem a natureza da nossa aldeia e dos nossos campos: já é mais raro verem-se os bois e as vacas porque o seu trabalho no campo é mais motorizado, no entanto há quem mantenha algumas vacas, ditas leiteiras, para, através do seu leite, fabricarem o saboroso queijo, que também pode ser obtido a partir do leite de cabra e ovelha. Há ainda hoje um certo número de rebanhos - cabras e ovelhas. Cavalos, muares, éguas, machos, mulas e burros constituíram, noutro tempo, um conjunto de espécies muito numerosas, actualmente só há um ou outro animal, quanto mais não seja para manter a tradição.
Quanto a aves têm especial significado as de capoeira: galos e galinhas, frangos, pintos, cócós, perús, patos, bem como outras espécies:
andorinha, pardal, toutinegra, melro, pintassilgo, tintelhão, verdelhão, picanço, cotovia, rouxinol, tordo, corvo, gaio, pêga, mocho, rola e codorniz.
As espécies cinegéticas vão rareando de ano para ano, nomeadamente, coelho, lebre e perdiz. Na nossa aldeia existem muitos "aficionados" deste desporto a que em tempo legal se dedicam inteiramente, raposas, javalis são outro tipo de animais extremamente raros na nossa terra, por não existirem grandes matas e matagais onde habitualmente se acoitam.
Os répteis, só no tempo próprio do calor aparecem à superfície, mais na área campestre do que urbana: o lagarto, a lagartixa e a cobra.
A espécie dos batráquios limita-se exclusivamente a três tipos: rãs, sapos e salamandras, que habitam normalmente nas águas dos poços, dos charcos, dos lagos, dos ribeiros ou dos regatos.
No início do Verão aparecem com seus estridentes cantares os grilos, os ralos e as cigarras.


Flora

Os campos em redor de Soudos são maioritáriamente cultiváveis, havendo todavia, pequenas manchas de terreno de mato. As pequenas ou grandes novas vias de comunicação (estrada, auto-estrada e outros caminhos), em nada tem afectado o cultivo agrícula, com execpção para algumas áreas limítrofes onde a construção urbana se tem desenvolvido, localizadas em território soudoense, mas já no concelho de Tomar.
Têm-se notado ultimamente, algumas alterações na nossa agricultura, por razões diversas: as pessoas mais idosas, cansadas da vida amarga que num passado recente arrastaram, agora sem meios económicos e sem forças físicas, deixam os terrenos ao mato, porque os filhos debandaram para outras distâncias e não os "podem" cultivar.
Hoje, cada residente cultiva a sua horta, onde vai colher o produto para o dia-a-dia do seu aglomerado familiar. São muito poucos os que se dedicam em exclusivo à actividade agrícola, dela tirando os razoáveis, senão os posssíveis rendimentos. É cada dia mais difícil obter os desejados lucros de trabalho tão importante quão menos reconhecido, dependente de circunstâncias europeias que nem sempre são faoráveis.
Nos nossos campos podem contar-se pelos dedos os eucaliptos ou  pinheiros mansos ou bravos. Em contrapartida já existem uns quantos carvalhos, azinheiras, sobreiros, carrasqueiros e choupos. Espécies verdadeiramente importantes que ao longo do tempo têm constituído uma conceituada fonte de riqueza são: a videira (ou a parreira), a oliveira e a figueira, em que predomina o figo preto. Em relação à oliveira, podemos acrescentar que é considerada como símbolo da paz, e a sua origem é de clima mediterrânico. Outras árvores de fruto, em menor número, compoem a natureza dos nossos campos: a macieira, a nogueira, cerejeira, nespereira, pessegueira, pereira, damasqueiro, ameixoeira, amendoeira, a tangerineira ou a laranjeira.


Clima

Na região de Torres Novas, o clima é suficientemente frio e húmido no inverno, acompanhado de constantes nevoeiros.
No tempo de Verão, principalmente em Julho e Agosto, é extremamente seco e quente, daí atribuir-se-lhe a designação de micro-clima. Por vezes algumas marzias surpreendem os agricultores devastando as suas possíveis e esperadas colheitas. Este tempo estival atrai muitos conterrâneos que antes ou após a frequência das praias se apresentam para gozar este clima impar, o seu sol escaldante, o ar puro dos seus campos, e apreciar nas longas e quentes noites de agosto, o céu encantadoramente estrelado e cintilante, é um luar dotado de total claridade e límpidez.