Festas e Tradições
 

Festa de Santo António

Em homenagem ao orago da nossa terra, comemora-se em 13 de Junho de cada ano, o Dia de Santo António, com a celebração da missa solenizada - cantada, ou com acompanhamento de orgão. Procissão pelas ruas da aldeia, com o andor do Santo Padroeiro, toque do sino e aos sons da banda filarmónica.
Seguidamente a festa é no exterior da capela. "Comes e bebes", arraial, quermesse, leilões, convívio, e até bailarico. Senhoras e homens ligados à comissão da capela desenvolvem esforços e mobilizam-se para que tudo corra da melhor maneira e na melhor ordem, tendo como únicos objectivos: Prestar alta homenagem ao nosso Santo Patrono, oferecer aos Soudoenses um são convívio, e convidá-los a generosamente obter alguma receita para beneficiações e manutenção da Capela Soudoense.


Natal

A quadra natalicia constitui uma das mais belas festas que a Igreja comemora na nossa aldeia.
Montam-se presépios, enquanto se pensa nas compras tradicionais, para pôr no sapatinho, nos doces e outros alimentos, nomeadamente o perú.
Na noite do Galo, canta-se a Missa Solene, e votos de Boas Festas. Na rua, À volta de uma grande fogueira, os "Versos do Menino", como ponto de partida para se cantarem porta a porta.


Visita Pascal

Uma velha tradição religiosa que chamava à nossa aldeia muitos dos seus filhos espalhados pelo Mundo. Consistia na visita do Pároco a casa de todos (ou quase) os residentes, com o beijar da Cruz, abençoando a família e a casa. Eram as boas festas da Páscoa, em domingo de Aleluia.


Dia de Todos-os-Santos

A 1 de Novembro, as crianças vão à rua, com saquinhos de pano, com a alegria estampada no rosto, pedindo bolinhos em louvor dos seus santinhos, de porta em porta. É hábito oferecer os Bolos de Cabeça.


Santos Populares

Nas ruas fazem-se fogueiras e as crianças, jovens e adultos saltam e queimam o alecrim, rosmaninho e outro mato. Tudo acontece para comemorar os Santos: Santo António, São João e São Pedro. Come-se, bebe-se, canta-se e brinca-se até altas horas.


Matança do Porco

Cada vez se vai usando menos, mas outrora era motivo para familiares e amigos se encontrarem para confratenizar em volta da febra assada ali mesmo sobre a brasa, ou enfrentando o guisado de fressura. O que sobrava do porco, era acondicionado na arca de madeira, em camadas de sal. Eram os frigoríficos daquela época


Feira do Gado

Noutros tempos, eram as carroças, as galeras, até os carros de bois, que transportavam alguns animais e os seus próprios donos, porque normalmente o gado vinha a pé.
Mais tarde, já se utilizava transporte motorizado: o pequeno tractor, a camioneta, ou uma carrinha que transportava tudo.
Os animais eram na sua maioria, das espécies caprino e ovino, bovino, muar e alguns porcos, cabritos e borregos, e poucos vitelos. Por vezes também cavalos.
Os mercadores começavam a concentrar-se no recinto do Rossio, logo a partir do nascer do sol, juntamente com os seus animais, e aí iniciavam os primeiros negócios. Eventualmente também se transaccionava uma galera, uma "charrete", ou uma carroça.