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Grupo Recreativo Soudoense
Há cerca de setenta anos, numa casa de
Luís Ferreira, nascia o Grupo Recreativo Soudoense.
Era um clube privado e os seus membros dedicavam-se ao bilhar e a jogos de mesa.
Chamavam-lhe a "Casa do Bilhar", já que a modalidade que se destacava no
acanhado meio Soudoense, graças à virtuosidade do taco de alguns bons
executantes.
Depois, devido ao falecimento sucessivo de seus membros, o Grupo extinguiu-se.
Resta, desse tempo, o nonagenário Sebastião Pinhão, sócio fundador e honorário
do Grupo.
Por volta dos anos 50, surge como Pároco da Freguesia, o dinâmico Padre
Vitorino. O clima entre as aldeias da paróquia era caracterizado, na época, por
velhas rivalidades e o sacerdote tenta a unificação das populações criando o
«Grupo de Cultura e Recreio "Os Rouxinóis do Paço"», que se dedicava,
fundamentalmente, ao futebol e ao teatro e cuja equipa desportiva se tentou
integrar elementos das várias aldeias da freguesia.
Porém, apenas entre Soudos e Vargos a rivalidade se extingue. Entretanto e
por questões de princípio e intransigência pessoal, o Padre Vitorino vê-se
transferido da paróquia.
José Venâncio Pinto (cujo nome o parque desportivo adoptou) assume então a
orientação do Grupo e mantém-se no seu posto até meados dos anos 60, altura em
que faleceu.
É por essa altura que Germano Venâncio e Manuel Ferreira Faria metem ombros ao
renascimento do Grupo Recreativo Soudoense. Conseguem, de Manuel Marques
Ferreira e do Dr. Diniz da Fonseca, a dádiva de terreno para a construção do
campo de futebol, do qual, posteriormente, se veio juntar o ringue de
patinagem. Até ao momento, esse complexo desportivo já custou à colectividade
cerca de 4000 € (cerca de 800 contos).
Construído em 1968, o campo de jogos é fruto do apoio do Fundo de Fomento da
Urbanização (390 €) e da Câmara Municipal de Torres Novas (100 €).
Curiosamente, o parque
desportivo situa-se já no espaço geográfico do conselho de Tomar. Na época de
construção, o Grupo solicitou um apoio à Camara daquela cidade, que lhe viria a
conceder o subsídio de 1,25€ (!), o qual a Direcção, por o considerar ridículo,
recusou.
No entanto, a construção do complexo desportivo deve-se, sobretudo, ao produto
de festas e ao apoio de alguns soudoenses.
Em 1976, por iniciativa da DGD, com o apoio financeiro deste organismo e da
Câmara de Torres Novas, avança-se à construção do ringue de patinagem, com o
objectivo de fomentar o desporto na aldeia, nomeadamente a nível escolar.
Antes de Abril de 1974 o G.R.S. mantinha uma disciplina de educação física,
Futebol Sénior, na 2ª divisão distrital e Futebol Junior, na 1ª divisão
distrital. Porém, nesse mesmo ano, a direcção resolveu suspender todo o desporto
federado.
Daí para cá a actividade é quase nula, devido a dificuldades de vária ordem e a
uma certa inoperância directiva. Os jovens de Soudos que representam equipas da
região, por falta de interesse pelo desporto na aldeia natal, lamenta a actual
direcção.
Os corpos directivos actuais do Grupo Recreativo Soudoense são compostos por:
Paulo Jorge Gonçalves Parra (Presidente da Direcção), Luís Manuel Rodrigues
Ferreira (Presidente do Conselho Fiscal) e Vítor Manuel Lucas Rosa (Presidente
Assembleia Geral).
Imagem: Equipa de Futebol - Júniores -
Época de 73/74
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